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4 motivos que fazem a criança não comer

4 motivos que fazem a criança não querer comer!
Se "Não quero!" e "Não gosto!" estão aparecendo à sua mesa com mais do que o de costume, é preciso paciência. Saiba como evitar que as crianças rejeitem itens novos ou mesmo alimentos que antes aceitavam. Confira!

1 - ELE NÃO TEM INTERESSE PELA COMIDA - Exercite a criatividade. Vale a pena apostar em desenhos em quadrinhos, músicas, quebra-cabeças e outras brincadeiras que envolvam a temática da alimentação. Mas, lembre-se: o objetivo é aumentar o interesse pela alimentação e não barganhar ou convencer a criança a comer, já que isso deve acontecer de forma natural e prazerosa. Além disso, se for possível, convide seu filho para ajudar no preparo das refeições. O ato de tocar e cheirar o alimento pode despertar a curiosidade para provar algo novo. Outro incentivo eficaz é levá-lo para conhecer a origem dos alimentos, fazer compras na feira, plantar e regar alguma verdura...

2 - O SABOR DO ALIMENTO É DESAGRADÁVEL PARA ELE - Quando a criança começa a se alimentar, o sabor mais aceitável para ela é o adocicado, que lembra o leite materno. Por isso, ao introduzir a comida salgada na alimentação, a sugestão é misturar, de vez em quando, pedaços de banana às papinhas.
Bom saber: como os bebês têm o paladar mais aguçado que os adultos (sim, perdemos papilas gustativas e, com isso, a sensibilidade, ao longo dos anos), o sabor amargo de alguns alimentos é percebido de forma amplificada por eles – e, se nem boa parte dos adultos suporta comer jiló, imagine os pequenos! 
Caso seu filho já tenha fechado a boca para o que você ofereceu algumas vezes, não se dê por vencido. Pode ser necessário insistir um pouco mais. O que parece rejeição é, muitas vezes, resultado de um processo natural de familiarização com sabores e texturas e da própria evolução da maturação dos reflexos sensoriais do paladar, que permitem distinguir o azedo, o doce, o amargo e o salgado. Por isso, os pais devem ofertar cada alimento, pelo menos, oito vezes.
Invista em diferentes formas de preparo – vegetais assados, por exemplo, costumam agradar mais facilmente do que os crus.

3 - O HORÁRIO DAS REFEIÇÕES NÃO COSTUMA SER REGULAR - Pense bem: se fazer as crianças encararem um novo alimento já é um desafio quando estão com fome, imagine se o seu apetite estiver comprometido por terem beliscado fora de hora? Por essa razão, é desaconselhável liberar guloseimas, alimentos gordurosos e ricos em glicose nos intervalos entre as refeições, pois reduzem a fome, que deveria ser reservada aos pratos principais. Outra medida fundamental é definir um padrão na quantidade de comida e nos horários. A partir do primeiro ano, devem ser oferecidas de cinco a seis refeições por dia, sendo três principais – café da manhã, almoço e jantar – mais dois lanches intermediários e, se necessário, uma ceia antes de dormir, caso a criança esteja com fome.

4 - ELE DIZ QUE ESTÁ DE BARRIGA CHEIA - Quando estamos famintos, temos a sensação de que comeríamos o que estivesse pela frente, certo? A lógica se aplica às crianças: aproveite o início da refeição, quando a fome deles é maior, para introduzir novos alimentos ou oferecer as opções mais saudáveis, como os vegetais. Só depois inclua os itens aos quais estão habituados. Forçar a barra também não está com nada. Nunca devemos ser agressivos e obrigar os filhos a comer a quantidade que julgamos adequada. Tampouco empregar um sistema de punição e barganha para convencê-los a aceitar determinados alimentos. Dica: limite as porções a uma colher de sopa de cada grupo alimentar por ano de vida – ser realista em vez de encher o prato vai diminuir sua frustração.
Pelo sim, pelo não, é fundamental verificar com o pediatra do seu filho, nas consultas de rotina, se o desenvolvimento dele está adequado, com base na curva de crescimento, e se há suspeita de alguma deficiência nutricional. Caso contrário, faça apenas o que estiver ao seu alcance e se convença de que cada criança tem seu próprio padrão alimentar.
Fica a dica 

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